
Ao longo da minha vida
Cometi algumas loucuras…
Como todos nós cometemos…
São momentos da vida
De rebeldia, de afirmação…
Causamos tristeza,
Em pessoas de quem gostamos…
Nunca o desejei,
Queria sem malícia sorrir…
Sentir a frescura do mar
A simpatia da lua
O calor ardente do sol nascente…
Penso que cresci…
Com os infortúnios da vida…
A vida,
Que sempre pensei enaltecer…
Tirou-me o sorriso…
A alegria da adolescência…
Sou simples, como sempre o disse,
Acredito no mundo e nas pessoas…
Acredito? Não… agora já não…
Muitas se cruzaram no meu caminho…
Dei-lhes tudo o que se pode oferecer…
Lealdade, companheirismo e afecto…
Ofereci em demasia…
Eu era assim… Agora já não…
E se cometi loucuras,
Foi porque acreditava na vida,
Nas pessoas,
Fingia que não via a realidade…
Pensava que o mundo era um paraíso…
Um conto de fadas,
Igual às histórias contadas à lareira,
Pela experiencia dos nossos avós…
Afinal esta esfera terrestre,
É um universo de selvagens…
Cada um por si,
Não se olha meios para se atingir os fins…
O egoísmo é de tal maneira grande,
Que o “EU” vem sempre em primeiro lugar…
O “NÓS”… nem sempre existe…
Hoje, peço desculpa,
Pela surdez dos meus ouvidos
Por tudo aquilo que os meus pobre olhos
Não quiseram ver…
Pela indolência do meu coração…
Sei que tenho que ser forte…
E vou sê-lo…
Mas mesmo assim
Tenho o dever de pedir desculpas,
Em quem eu não acreditei…

