
. PAZ....
Imagem retirada da internet
Caminho solitário pela praia
Junto às ondas do mar
Descalço sobre a areia molhada
Vou acariciando a areia com os pés
Orvalhados pela água fria
Das ondas do mar.
Nesta caminhada sem destino
Percorro o areal de lés a lés
Envolvido em pensamentos
Sem em nada ter que pensar.
A música das ondas do mar
São bálsamo para o meu coração
Estimulam a minha alma
Neste silencio de serena calma.
Deslumbro-me com o nascer do Sol
Que beija com carinho o mar
Com a subtileza de quem está a amar.
Sento-me a observar esta maravilha
Momentos de felicidade da vida
Até que o areal fica repleto
Por uma maratona de pessoas
Que não apreciam a natureza
Nem a beleza do mar…
Imagem Retirada da Internet
Navego á deriva
Por mares revoltados
Adamastores perdidos
Neste mundo em que vivo
Sigo um rumo sem rumo
Através de oceanos sem mundos
Num planeta recheado de monstros
Procuro um norte
Um universo verde
O sorriso de uma criança
As brincadeiras de um adolescente
Um mar calmo
Num voou de uma gaivota
Um golfinho que flutua
Na foz do rio
Que acaricia com ternura
As águas salgadas de um oceano
Numa ilha deserta uma palmeira
Sem bananas para colher
Uma sombra acolhedora
Refresca a mente
De uma vida
Ligada á corrente
Procuro com um coração
Uma vida com sentido
Num fio de emoção…
Imagem retirada da Internet
Há dias em que me apetece sentar no areal, e simplesmente contemplar a beleza do mar…
Fechar os olhos, sentir a brisa fresca do mar, a melodia das ondas marítimas, olhar para o infinito e em nada pensar…
Gosto do arrepio da água fria do oceano, aconchega-me o coração, aclama-me a alma…
Deliro com o nascer do sol, que no horizonte vai espreitando, acariciando suavemente o mar…
Do pôr-do-sol, que na linha em que termina o céu, brinca com o brilho da lua…
Há dias em que me apetece sentar no areal, e simplesmente escrever um poema…
Dialogar com as gaivotas, com a minha alma e partilhar este momento fantástico com o meu ser…
Hoje apetece-me estar sozinho em sintonia com a beleza da natureza… nascer de novo… esquecer o mundo… a vida… as frustrações e o vazio dos pensamentos …
Hoje apetece-me ficar abandonado, pedinte desta magia, do deslumbrante fenómeno natural da mãe natureza…
Caminho nesta noite calma,
Em que o sol brilha,
Na calçada de pedra portuguesa…
Vou em direcção ao mar,
Calmo, imponente,
Um barco dançante,
Mas suas aguas salgadas,
Velas içadas,
Ao fundo a lua,
Acaricia suas águas,
Uma brisa passageira…
Um marinheiro grita,
O barco levanta ancora,
Em busca de novos portos,
De terras por descobrir…
É o destino português,
A saudade que deixa,
Amargura de um povo,
De um império desfeito…
A sombra minha companheira,
Acompanha-me ao luar,
Ora à minha frente,
Ora vem atrás…
Eu procuro a paz,
Na praia deserta….
Imagem retirada da Net
Sentados na areia,
Eu e tu,
Contemplávamos o mar…
Deste-me um beijo,
Caminhas-te na direcção da agua,
Salgada doce paz,
Vestido branco,
Descalça,
Ondulavas aos meus olhos,
Sensual,
Pura,
Neste por do sol…
Entras-te no oceano,
Sem um olhar para trás,
As ondas,
Batiam-te ao de leve,
Massajavam-te o corpo,
Com amor,
Ternura,
Paixão…
Senti ciúmes,
Deixei-me ficar…
Tu...
Lentamente saias da agua,
Caminhavas,
Agora na minha direcção,
Teu vestido branco,
Molhado
Contornava o teu corpo,
Salientar as linhas,
Os contornos de teu corpo…
Ajoelhaste-te à minha frente,
Beijaste-me,
Com esse gosto salgado…
Olhaste-me nos olhos,
Sem dizeres uma palavra…
Eu,
Olhei-te profundamente…
E pensei…
Como eu amo esta mulher…
Vagueando pelo nada,
Sentei-me à beira-mar…
Envolto em pensamentos,
E em nada estar a pensar…
Observo o mar,
Os seus batimentos,
Ora abraçando a praia com carinho,
Ora fustigando seus filhos areia mar…
O tempo diz,
Que o esplendor do mar…
A praia vai levar,
E sua boca há-de saciar…
O mar é louco,
Mas um prazer de amar,
A sua paisagem,
Infinita e sem fim,
Tem uma beleza de encantar…
Mas a nossa praia,
Agora deserta,
Sem alma e sem vida,
Luta por não perder,
Como uma mãe carinhosa e aflita,
Para mais um filho não perder…
Luta com toda a força,
Para a adiar o dia,
Que uma praia cheia de alegria,
Ao fundo do mar há-de parar…
Mas o verão vai chegar,
E ai talvez descanse,
Se os turista e banhistas,
Dela souberem tratar…
O sol vai brilhar,
Os seus grão vão cantar,
Rir com as crianças,
Pois tem muito amor para dar…
O mar agora calmo,
O seu corpo vai acariciar,
Uma meiguice passageira…
Porque o Inverno há-de chegar…
E seus filhos o mar vai querer levar…
Vamos ter cuidado com as praias,
Vamos preservar ao sua beleza,
Vamos brincar com seus filhos,
Vamos amor lhe dar…

