
. Amanhã serei outra pessoa...
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
Ela tem medo de amar
Tem medo de me amar
No seu próprio mundo
No seu próprio jardim
Ela é apenas espinhos
Não se rende ao carinho
Nem a seguir um novo caminho
Esconde-se do mundo
Vivendo um passado
Que já não pode viver…
Não deseja mudar
Nem florir para a vida
O seu medo sufoca-a
Vai perdendo noites
A chorar sozinha
Por medo de dividir a sua emoção…
A sua vida…
A sua vida é uma mentira
Pois tem medo do futuro
Medo de amar
De viver um amor pleno
A sua dor vai morrendo
Enquanto suspira a ultima dor
Por não creditar nas luzes da cidade
Na belaza da noite
Na pureza de uma flor…
Ela têm medo de amar…
Ela têm medo de ser amada…
Imagem retirada da internet
Procuro a felicidade no fundo do poço, mas as forças de anos de lutas não deixam chegar á sua superfície… luto como um guerreiro sem medo da morte, mas com um medo terrível da solidão… será a solidão mais penosas que a morte?
Em passos cambaleantes tento erguer-me deste medo terrível procurando os raios de sol que por entre as nuvens vão aparecendo como se estivessem a jogar ao esconde-esconde como duas crianças na sua feliz infância.
Neste buraco sem fundo ainda tento esboçar um pequeno, mas doce sorriso apagado pelas lágrimas de pedras que teimam em bailar na retina dos meus olhos…
Será assim tão difícil navegar até á colina da felicidade onde os anjos cantam de alegria e as crianças saltam exaltadas de sorrisos contagiantes, na corrente do riacho que nasce no sopé da montanha ouve-se uma melodia, uma letra harmoniosas e de calma poesia…
Mas, continuo neste negro buraco, á procura não sei muito bem de quê? E porquê? As lutas de guerreiro da infância de nada serviram para agora neste clima adverso ter uma pequena ideia iluminada pelos Deus de um qualquer Olímpio e ao som da chuva que teima em cair permanentemente voar até ao cima deste poço e sorrir… abrir os braços, sentir as partículas de agua a fustigar o rosto, mas sorrir, sorrir de felicidade de alegria… gritar ao mundo finalmente e dizer que estou livre… livre para viver, livre para um dia morrer… livre para todos os que me rodeiam poder faze-los felizes…
Mas até esse dia acontecer, vou procurar uma réstia de forças para poder lutar, e mesmo que seja devagarinho poder chegar á superfície deste poço sem fim…
Imagem retirada da internet
No reflexo do espelho,
Vejo um rosto cansado,
Um sorriso forçado,
Um pensamento vago…
Entre o silêncio
E a sombra ondulante
Disfarço a dor…
Penso em fugir,
Para um sítio longínquo,
Para parte nenhuma…
Vem o medo,
A raiva interior apodera-se,
Quero partilhar a realidade,
Mostrar, ditar o que sinto…
Tenho medo,
De exprimir sentimentos,
Sinto uma angustia disfarçada,
A apodera-se de um corpo indefeso…
Luto contra a fraqueza da mente…
Enquanto procuro um abraço,
Um gesto de carinho,
Uma voz,
Que me aconselhe,
Me guie,
Pelo caminho da razão…
E que neste turbilhão de duvidas,
De incertezas,
Me auxilie,
E edite no espelho,
Uma imagem lúcida,
De coragem,
Um sorriso com vontade,
Com vontade de vencer…
Imagem retirada da internet
Olho-me ao espelho,
E sinto-me numa encruzilhada de ilusões…
Estou estranho
Esqueço a razão
As emoções do coração…
Actuo de uma maneira errada
Já não acredito no teu olhar…
Não importa se me amas
Ou simplesmente se me odeias…
O teu sorriso sempre passeou na minha boca,
O teu olhar flutuou no meu olhar…
Procurei-te uma vida inteira,
Agora nada importa
Podes mesmo troçar das minhas idiotices
Se preferires podes-me elogiar
Neste momento…
Quero guiar os meus pensamentos,
Esquecer este mundo de dor,
A que chamas de amor...
Acordar de manhã,
Olhar-me ao espelho,
Trocar as lágrimas,
Por um simples sorriso…
Porque,
Amanhã serei outra pessoa…

