
Imagem retirada da internet
A alma anda cansada
Desgastada pelo tempo,
Pela força da natureza…
Pela força do mundo…
Uma fúria rasgada
Que corta por dentro
Que enlouquece meu ser
Levando-me a limites imposto
Por alguém que está dentro de mim…
O coração anda confuso
A alma não consegue pensar
O corpo não quer amar
E nesta nudez feia e suja da mente
Incapaz de pensar para alem de um não…
Durmo encostado a montanhas
Penhascos soltos sem alguma cor
São espinhos enterrados na carne
No corpo perdido de mim…
São desertos escaldantes
Onde o destino se encobre
De areias soltas de um sol escaldante…
Fúria sentida
Por mim
Pela alma
Pelo coração
Por um ser sem rumo
Há procura de uma paz interior…
Quero esquecer o mundo,
A vida,
A sociedade,
O desejo,
A maldade,
A loucura,
O encanto,
As pessoas,
O amor…
Quero-me sentar,
Num qualquer lugar,
Perdido no universo,
Sorrir por tudo,
E por nada voltar a sorrir…
Esquecer a lágrima angustiada,
Que corre pelo rosto
Perdido num olhar infinito
De um mar,
De um oceano de dor,
E dos lábios trémulos
Esboçar um sorriso quente,
Alegre e sem magoa…
Quero esquecer a dor
Que sinto no meu peito,
Transforma-la numa pagina,
Ainda por escrever,
Num sentimento profundo,
De um céu azul
Em dia de primavera…
Quero saltar a vedação,
E correr pelo prado verde
De um futuro por descobrir…

