
. VIDA
. VIVER
Poesia
São palavras mágicas
Sonhos perfeitos
Um mundo encantado
Um universo brilhante…
Não sou poeta
Mas sinto cada palavra escrita….
Viajo pelo fantástico
Pelo mundo imaginário dos meus olhos…
Na poesia sou romântico
Mas também posso ser critico
Não sou brilhante
Mas sinto o que escrevo
Não sou prefeito
Mas ninguém é perfeito…
A poesia é o meu sonho
Nela sinto a brisa do amor
O cheiro das flores
A melodia da noite
A beleza do amanhecer…
A poesia
É para os poetas
Eu escrevo para sonhar
E neste sonho
Sou feliz…
Imagem retirada da internet
Na solidão fria da vida
Sentado na secretária
Olhando para a tela branca
Do computador
Divago por sonhos
Que não quero sonhar…
Os dedos vão percorrendo
O teclado da vida…
O pensamento faz quilómetros
Em apenas alguns segundos…
No mais indiscreto improviso
Sorrio solitariamente
Para as letras escritas sem nexo
Na tela branca do monitor…
Fecho os olhos
Dou cor aos sonhos
Vida á vida
Sem obstáculos
O coração sorri de alegria
Mesmo sem as palavras alinhadas
Na minha mente faço poesia
Arrasto as frases
Por luz de paixão…
Tento escrever com alma
No florir do meu coração…
E nesta solidão
Entre o computar e eu
Sou feliz enquanto escrevo
Mesmo poemas sem rima
Mas que dão vida
Há minha paixão…
imagem retirada da internet
Eu gostava de ser a tua melodia
A tua canção
Para poder-te tocar no coração…
Eu gostava de ser a tua brisa
Para poder guiar-te
Até ao mundo da paixão…
Eu gostava de ser a tua estrela
Para o ter ser iluminar
Nas noites de luar…
Gostava de ser o teu beijo
Para tua boca beijar
Num suave sabor de amar…
Gostava de ser o teu mar
A onda que rebenta no areal
Num toque de música real…
Gostava de sentir o teu gosto
De ser o teu perfume
O teu aroma de menina…
Gostava de ser a tua felicidade
Neste mundo de guerra
E oferecer-te a paz
Num sorriso de sereia
Ser a tua poesia
Melodia
O teu amor
Perfeito…
Imagem retirada da Internet
Refugie-me na poesia
Para dar cor há vida…
E nas noites de luar
Com as estrelas fazer fantasia…
Mas a noite é um vazio
Sem brilho nem cor
A não ser um sonho de amor…
Nas palavras escritas
Procurei a felicidade inexistente
Na solidão da poesia
Chorei lágrimas consistentes…
Em versos de carinho e paixão
Procurei o calor da paixão…
Na simplicidade da alma
Ofereci-te amor
E nas aguas salgada do mar
Contigo fiz amor com calma
Para saborear o carinho de amar…
Murmurei-te palavras de ternura
Naveguei pelos sonhos
De um mar azul infinito…
Da poesia fiz contos
De quem queria amar…
Mas as lágrimas frias
Corriam-me pelo rosto asfixiado
De rugas doridas
De um sonho perdido…
Procurei com doçura a paixão…
Mas não passou de mera ficção…
Sonhei para existir
Mas afinal já não existia
A não ser nas profundezas do meu ego
Pois tinha um coração cego…
A poesia é a minha companheira
Amiga na minha solidão…
Imagem retirada da Internet
Deliciei-me com os comentários
Do meu post anterior,
Palavras soltas,
Umas ditas com o coração,
Outras com a alma da razão…
Chamaram-me de anónimo
E quem não é anónimo nesta sociedade
Que não repara nas flores dos jardins
Nas ruas sem fins
Na melodia do fim do dia
No cantar do pássaro ao amanhecer…
E quem não é anónimo nesta sociedade
Em correrias que tal
E nos passeios se atropelam
Sem dizerem um bom dia…
Acusam-me de me esconder
Atrás de trocadilhos,
Que não passam de meras palavras
Perfumadas pelas flores do jardim
Que, com a pressa dos atropelos,
O seu perfume consegue cheirar…
Talvez seja um cobarde,
Nas entrelinhas das minhas palavras
Admito, sou um cobarde…
Sou cobarde por ser ingénuo
Deixar o mundo atropelar-se
E não gritar aos quatro cantos
De um mundo podre de ideias
Eu estou aqui…
Chamo-me Fernando,
E amei-te logo que te vi…
Amo a natureza,
A simplicidade do rio,
A música do mar,
Um poema de amar,
O nascer do sol,
A lua no seu altar,
Rodeada de cintilantes estrelas,
Em dias de luar…
Amo o meu filho,
E a minha mulher…
Mas é na poesia,
Mesmo não sendo poeta,
Que a minha alma se liberta,
Desta minha cobardia…
Imagem retirada da Internet
Caminho suavemente,
Entre a erva verde,
Na planície despida de preconceitos…
Em silêncio,
Passo a passo,
Em marcha lenta,
Com toda a força do saber,
O rio corre de mansinho,
Vagarosamente entre as suas margens…
O sol magistral,
Reflecte sobre a água cristalina,
A frescura da natureza,
A ciência do olhar…
Deito-me sobre o manto verde,
Sem medo,
Sem dúvidas,
Perco-me no infinito,
No azul,
De um céu enaltecedor…
A magia de um pássaro,
A cantarolar do alto de uma árvore,
Melodia suave,
Ritmada,
De paz…
Fecho os olhos,
Sinto a frescura da brisa,
O ruído silencioso das águas,
Do rio que acaricia as rochas,
Os peixes que vão bailando,
Danças de amor e carinho,
A caminho do seu destino…
Esqueço quem fui,
Viajo pelo mundo das fábulas
Penso em ti…
Sem mágoa,
Sem revolta…
Grito pelo teu nome…
Sei que não estas aqui,
Mas sabes onde me encontrar…
Eu, estou aqui,
Á espera que a lua volte a nascer,
E as estrelas voltem a brilhar…
Imagem retirada da internet
Hoje,
Quero aprender a viver
Seja um dia, um mês, um ano
Quero sorrir e viver
Esquecer o ódio e a dor
Quero ser eu e viver
Não posso enganar-me
Quero em liberdade viver
Até posso não voar
Quero mesmo sem asas viver
Controlar os impulsos
Quero simplesmente viver…
Viver!
Sem engano
Cada segundo
Sem rancor
Sem ódio
Sem preconceitos
Simplesmente viver…
Viver!
No sonho
Acordado
Para amar
Para dar
Simplesmente nada esperar…
Viver!
Sem sofrimento
Sem mágoa
Em harmonia
Em divertimento
Simplesmente quero sorrir…
Hoje,
Vou navegar e viver
Vou-te amar e viver
Vou olhar-te e viver
Vou sonhar e viver
Mesmo que não queiras viver
Vou lutar e continuar a viver…
Viver até ao fim do horizonte
Onde o mar me quiser levar…

