
. SAUDADE
. Perdido
. PAI
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Eu sempre quis poder-te amar
eu sempre quis poder-te abraçar
eu sempre quis poder-te calar...
eu sempre quis dizer-te que te amo....
Mas o tempo passou
e a tua luz em mim brilho
o reflexo dos teus olhos me iluminou
mesmo que estivesses distante
mas...
eu sempre te quis poder-te amar
eu sempre quis poder-te abraçar
eu sempre quis poder-te calar...
mas a vida não quis o nosso encontro
nem que os nossos olhos conversassem
muito menos que os corações se juntassem
mas...
eu sempre te quis poder-te amar
eu sempre quis poder-te abraçar
eu sempre quis poder-te calar
mas..
nada nem ninguém nos juntou
o mundo nos afastou
e neste céu celeste o azul ofuscou
pois...
eu não te pode amar
eu não te pode abraçar
eu não te pude calar
com um simples beijo de amor...
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Hoje…
Sinto saudades…
Não deveria sentir esta nostalgia,
Mas á verdade
É que sinto imensas saudades…
Saudades de uma lista infinita de coisas.
Sinto saudades das futilidades das conversas
De falar e conviver com as pessoas
De ouvir uma palavra sem sentido
Num ritual de conversas de café…
Sinto falta da minha lareira
Da lenha a arder
Enquanto aquece o ambiente…
Tenho saudades de escrever
De ouvir um poema
De beber um copo com os amigos
Do abraço sentido …
Saudades de chorar,
Chorar de felicidade…
Tenho saudade dos segundos contados
Das horas que não passam
No meio desta vaga de saudades
Sinto saudades de ti
Das tuas palavras
Do teu carinho
Do teu sorriso de menina
Sinto saudades
De rejuvenescer de novo
E na cumplicidade das palavras
Dizer baixinho
Gosto de ti…
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Desejo-te amar como ninguém te amou
Mas não sei como te amar
Porque desconheço quem eu sou
E tu não ensinaste-me a amar.
Prometeste-me comigo ficar
E o teu beijo eu saborear
Passear entre as flores do jardim
Neste pequeno mundo sem fim…
Quando te imagino eu vejo
Uma menina que em segredo desejo
Uma mulher que docemente almejo
E na dança das flores eu beijo…
Poderíamos ser amantes em segredo!
Correr o risco sem grande medo
E no arco-íris que desbotou
Fazer uma melodia que a lua cantou
Para ti minha flor, meu amor
Dou-te a minha ternura, o meu calor…
Preciso de ti
Porque te amo, um amor sem fim
Preciso que saibas que nada sou sem ti
E neste perfume de jasmim
Quero que voltes para mim…
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Esta loucura que tenho de amar
Dos teus abraços desejar
Imaginar os teus beijos
Sonhar com os teus desejos…
Menina mulher
Que eu amo
Nesta loucura de amar
Sentir os teus devaneios
Passear pelos teus seios
Fazer-te juras de paixão
Em noites de luar
Numa constelação de estelas
Aflorar esta minha imaginação…
Nesta loucura de amar
E todas as noites contigo sonhar
Perder-me no teu olhar
Em ondas de sensações
Quando estou-te a beijar
Ao som de varias canções
Melodias do meu coração…
Nesta loucura de te amar
Passo os dias,
As noites, as horas,
Contigo a sonhar…
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A gota tremida,
Teima em cair dos meus olhos…
A voz tremida,
Não me deixa falar…
São as saudades,
De te ver partir…
Entras-te na minha vida,
Sem licença me pedir…
Não sei explicar,
Este misto de sensações
Que percorrem o meu corpo…
Tivemos grandes paixões,
E momentos únicos e nossos…
Mas tu como chegas-te partis-te…
Sem um palavra proferir
Sem um beijo de despedida…
As cordas vocais
Impedem-me de falar,
De gritar pelo teu nome,
De te pedir que fiques
Para te poder amar…
No silêncio do dia
Partis-te sem destino
Para rumo incerto…
Sem um única palavra
Sem um abraço de despedida…
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Habitas nos meus sonhos
O rosto que reflecte no mar
Em fábulas ou contos
A ti que quero amar…
Tens o poder de me enfeitiçar
Até podes ser apenas mais um rosto
No meio da multidão
Mas é ti que amo de paixão…
És o amor que procurei
Não sei se o encontrei
Neste desejo ou desencontro
És o meu amor de perdição…
Num canção que vêm do vento
O frio do inverno que se aproxima
Tens o poder da paixão
O fogo do universo e afectos
Transforma o meu dia em noite escura
Vêm saciar a minha paixão
Ou simplesmente me deixa faminto
Neste amor de perdição…
Tu podes ser a minha mulher
Ou modestamente não…
Mas não deixas de habitar
Nos meus singelos sonhos…
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É no silêncio do dia
No orvalho fresco da manhã
No sorriso meigo de uma criança
Num abraço de um amigo
Neste céu cinzento e escuro
Que mais penso em ti…
Nas juras que fizemos
Nos segredos que guardamos
Nos prados que corremos
Que mais eu penso em ti…
Nesta inspiração
De aprendiz de poeta
Que escreve com alma e coração
Que mais me revejo
A escrever palavras adocicadas
Poemas, melodias, canções cantadas
Nesta loucura de escrever
De não te poder ter
Nem o teu ser eu ver
Que mais sinto a tua presença
Neste amor que sinto
Neste amor que jamais terá fim….
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Todas as noites te procuro nas estrelas
Fico horas a olhar o céu estrelado
Na esperança de nessa constelação
Uma me venha falar ao coração
Com um doce e meigo carinho
Me indique o caminho
Que me leve até ti…
Falo com a lua
Companheira nesta aventura
Se na brisa viu os teus cabelos a voar
Se ouviu a tua voz de ternura
Se sentiu o brilho do teu olhar…
Sentado a olhar o céu
Sonho contigo, sonho comigo
A caminharmos de mãos dadas
Pela galáxia do amor
A pular de estrela em estrela
A flutuar, a dançar
Ao som de uma melodia
De uma letra de uma poesia
Numa balsa num tango
De mãos dadas pelo infinito dos céus
Até ao paraíso chegar…
Todas as noites procuro-te nas estrelas
Na esperança de ver o teu rosto
De ouvir a tua voz
Para te dizer que te amo…
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De Lisboa partiam para o mar alto
Os nossos valentes Portugueses
Na busca do desconhecido
Na busca de um novo mundo…
Mas eu só te quero a ti…
Entre um ondular calmo
E uma tempestade oceânica
Nas suas Naus e Caravelas
Os nossos portugueses descobriram
Continentes e novas terras…
Mas eu só te quero descobrir a ti…
Descobriram a Índia
Depois de passarem o cabo das tormentas
E deliciaram-se com as novas especiarias
Até chegaram mesmo ao Brasil…
Mas eu só quero chegar até a ti…
Quero sentir o teu ondular
Descobrir o teu oceano
Navegar no teu mar
E no teu porto ancorar…
Descobrir o brilho do teu olhar
O sabor da tua boca
O calor de amar
E entre os teus pontos cardiais
No teu corpo navegar…
Amo-te e não te conheço
Desejo-te ainda não te vi
Quero-te e ainda não te senti
Simplesmente quero descobrir-te a ti…
Princesa ou fábula
Amante ou namorada
Eu quero-te te ter aqui
Junto a mim…
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Sinto-me tão irreal
No voou picado da águia-real
Nas escarpas da vida
Junto ao algodão doce do céu azul.
Numa acção reflectida
Num espelho baço de coral
Olho-me e não existo
A não ser aos olhos dos outros.
Neste planar por planícies
De cearas de trigo amarelado
Pintada com pequenos pincéis
A tinta de aguarela
Linhas sem brilho nem rumo
De um mundo perdido e mudo.
Sobre este sol incandescente
Exploro o verde que não existe
Os sonhos que passam sem se ver
Num quadro sem saber.
Procuro a beleza, a ternura
O amor e a formosura
A alegria e a paixão
Mas neste rasto de vaidade
Num voou picado
Não te vou encontrar
Para te sussurrar
Eu te quero amar…
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Aqui estou eu deitado
Preso às minhas memórias
Num enredo de histórias
Que emaranharam o meu passado…
Em linhas escritas na memória
Sonho acordado de olhos fechados
Sem ter uma mente sóbria
Rabisco letras sem fundamentos…
Penso em ti, num passado inexistente
Nos teus olhos cintilantes
No teu sorriso que não me amou
Nem uma canção de amor me cantou
Mas eu sonho acordado contigo…
Recordo o primeiro dia em que vi
Que para ti sorri.
Não deste por mim
Mas eu estava ali
E apaixonei-me logo por ti…
Teus cabelos longos encaracolados
Pareciam ondas do mar
Esvoaçavam ao sabor do vento
Da ligeira brisa do mar…
Escrevia-te poesia
Estava disposto a amar-te
Nem que fosse por um só dia…
Tua voz rouca de criança
Contigo queria fazer uma aliança
Mas a sabedoria da genuidade do coração
Deixou-me naufragado numa razão
Num oceano de palavras mudas
E num olhar sonhado
Vejo-te partir…
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Olha-me nos olhos
Estende-me a tua mão
Observa todos os meus gestos
Os meus murmúrios de paixão…
Tenho saudades de ti
De afagar os teus cabelos ondulados
Acariciar esse teu rosto de menina
Em gestos simples e malandros
Olhar-te nos olhos e ler a tua mente
Nesta paixão
Que me consome permanentemente…
Fica sentada e aguarda-me
Não finjas que não me vês
Abre os olhos e sente-me
Porque tenho saudades de ti…
Tenho necessidade de te abraçar
De os teus lábios rosados beijar
De tocar o teu corpo
De ouvir a voz do teu coração
De não ouvir a razão
E simplesmente amar-te de paixão…
Olha-me nos olhos
Diz-me que não me desejas
Finge que não existo
Navega nas ondas desajeitadas
De um oceano revoltado
E grita para o infinito do mar
Quem nunca me amaste de amar…
Tenho saudades de ti
Ontem li as cartas que te escrevi
E nesta emoção de sentimentos
Uma lágrima de pedra
Soltou-se dos meus olhos
Porque senti saudades de ti…
Olha-me nos olhos
E diz-me que me vês
Ainda que não me ames
Não finjas que não me vês…
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Da janela do meu quarto
Vejo o jardim florido.
Sinto o orvalha da manhã,
O cheiro das coloridas flores.
Espero desesperadamente a tua chegada
Mas a noite traz-me o brilho das estrelas
O cantar do luar
E a saudade de ainda não teres chegado…
Ando silenciosamente pelo quarto,
Leio um livro que recorda o amor
Desejos inflamados de amor e dor.
Tento não adormecer
Para sonhar contigo acordado
Entrego-me aos feitiços do pensamento
Quero sentir o teu veneno lento
A percorrer todas artérias do meu corpo.
Deliro com o sabor da tua boca
Com o calor dos teus braços.
Deixo a cabeça repousar na almofada
Pintada de aguarela de recordações
Traços de paixões
E neste quadro de mata-borrão
Deixo-me adormecer
Na expectativa que amanhã
Vais finalmente aparecer…
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Perdido
… Por não sentir o sabor da tua pele,
… Por não sentir o calor do teu abraço,
… Por não ouvir um gemido leve,
… Por não entrelaçar o meu corpo ao teu,
… Por não sentir o odor dos teus beijos,
… Por não satisfazer as tuas fantasias e desejos,
… Por não tocar o moreno da tua escultura,
… Por não ver o teu sorriso a tua formosura,
… Por não sentir o arrepio do desejo,
… Por não te ter ao meu lado,
… Por não fazer amor contigo…
Perdido
… No tempo,
… No lugar,
… No momento,
… Na ausência,
Perdido
… Por hoje não te poder amar…
E se hoje não te posso amar
Na loucura e no desejo,
Solitário no meu cantinho
Levito o meu pensamento ao teu
E simplesmente me masturbo…
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Tenho escrito e divagando
Pelo amor e a saudade
E nem uma palavra para ti… Pai.
Sabes que não preciso dizer
Nem escrever para demonstrar
As saudade que sinto de ti… Pai.
Sabes o que sinto e sempre senti…Pai.
Sinto a falta do teu abraço
Do teu sorriso
Do teu olhar a brilhar para mim… Pai.
Hoje como ontem
Sinto saudades da tua voz
De te ouvir falar
De te ver a sorrir para mim… Pai.
Ainda hoje sinto a tua presença
Junto ao meu coração… Pai.
Caminho ao teu lado
Mesmo sem a presença do teu corpo… Pai.
Pois eu tenho-te sempre dentro mim… Pai.
Mas se me perguntarem por ti:
- Digo que estás ao lado de Deus,
A tomar conta de mim… Pai.
Mas a maior saudade que sinto… Pai.
E essa saudade magoa-me a alma
É de não te poder ver envelhecer… Pai.
Deus quis que partisse muito cedo,
Ou simplesmente o destino…
Mas… a tu presença pode não ser vista
Mas é sempre sentida… Pai.
Não importa as lágrimas que chorei
Mas sim o amor que sempre tive por ti
Para nunca te deixar morrer… Pai.
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Está no meu olhar
A transparência da minha alma
O sorriso ou a tristeza de quem ama.
Olho no teu olhar
E já sabes o que estou a pensar…
Sorrio, e já sabes o que quero…
No meu olhar está o segredo
É nele que encontras todos os meus medos
E todos os meus desejos…
Tudo tem um significado
Um gesto, um sorriso e até um olhar
E é esse olhar que explica o meu amor
A saudade de te ver e amar…
É na cumplicidade do olhar
Que a minha alma te beija…
Perco-me a voar pelo infinito
A sonhar acordado
E é nele que tornas-te num mito…
É no olhar que canto o meu amor
É no olhar que divulgo a minha saudade
É na dança do meu olhar
Que te digo palavras de amor…
Os meus olhos
Falam pelo meu coração…
Se me queres entender
Aprender a viver
Na orbita do meu olhar…
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Na vida corri ruas e ruelas, Acompanhado pela solidão. Não uma solidão de ilusões Mas uma solidão de desilusões… Os medos que me acompanharam, Não eram medos reais, Fantasmas criados pela mentem. Portas que se fechavam junto ao cais. Não via o rio nem o mar, Não conseguia amar. As lágrimas tropeçavam Pelo rosto agastado, Do qual não me orgulhavam. Como o orgulho fosse um troféu, Conquistado pelos povos dementes, Sempre de sorrisos permanentes. Olhos esbugalhados, À procura dos erros cadentes Do mais puro e singelo ser… O tempo é o tempo, Que cura tudo, quando cura, Pois há curas que não têm cura, Ficam doentes para sempre. As guitarras tocam a saudade. A palavra mais pura De quem um dia a sentiu. A esperança de uma vida De alguém que decidiu… E simplesmente partiu… Eu fiquei agarrado, Á solidão não de ilusões, Mas a solidão de desilusões, A um mar de paixões…
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O tempo que é tempo
Muda, traça novos destinos
Vagas de sonhos inacabados
Tempos de sorrisos
Voos perdidos
Em mares desconhecidos…
O tempo que é tempo
Leva-me até ao teu lado
E contigo aqui sentado
Sentir a brisa do vento
Seguirmos o nosso caminho
Para um destino incerto…
O tempo que é tempo
E sem perder tempo
Quero-te amar.
O teu rosto acariciar
Os teus lábios beijar
E de olhos fechados sonhar
Voltar a acreditar
Como é bom voar…
Neste tempo que é tempo
Ao teu lado caminhar
Dar-te a minha mão
Oferecer-te o meu coração
A alegria de viver
E simplesmente contigo…
… Ser feliz…
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Procurei-te,
Entre as folhas da calçada,
Nas águas calmas,
De um oceano de areia.
No deserto ardente,
De cascatas sem fim.
Na profundidade dos mares
Na frescura do oásis
Na selva agreste do evareste
No céu azul dos continentes
Mas não te encontrei.
Desembrulhei os lençóis
Da nossa cama de amor
Mas foi com dor
Que mais uma vez não te encontrei.
Sabia que tinhas partido,
Partido para um destino incerto
Mas no embalo dos meus sonhos
Sonhei que irias voltar
Sempre soube que não virias
Mas não queria acreditar que um dia
Me ias deixar de amar…
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O rosto pode disfarçar a dor
Com um sorriso estampado nos lábios
Mas os olhos denunciam a tristeza
De um coração com dor…
Em palavras posso fingir
Que a alma está a brilhar
Mas com os olhos não consigo fingir
Que tenho saudades de te amar…
O olhar é um mundo de revelações
Que nem o véu transparente de um sorriso
Esconde angústias e emoções
De um coração corrosivo…
A capa do meu rosto prenuncia
O silêncio em letras doces de calor
E na pureza das águas cristalinas acaricia
A ausência, de ti… meu amor…

